


Eis que chega o tempo em que vibra em seu caule
O botão de flor que eclode sem que nada o atrapalhe
Vai exalando seu perfume no espaço em caligem
Como uma valsa melancólica de perturbável vertigem
Seu perfume se evapora tal qual um defumador
Levando seus acordes doces como uma valsa de amor,
Enchendo de melancolia seu coração sofredor,
O Sol então se põe com seu tão belo esplendor.
Distante ele se esconde de um passado avassalador
E em seu imenso sacrário tenta matar sua dor
Afogando a imagem da lua com seu sangue coagulador.
Leva com ele as lembranças de um pretérito luminoso
E varre os vestígios da Lua que em seu ostensório nebuloso
Tenta esconder dessa forma o seu lado tenebroso.